Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung
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A Biografia do Comerciante Emilio Arthur Berger. 
William Werlang
Este artigo foi originalmente publicado no dia 30 de maio de 2012, completando o Jubileu (50 anos) dos dramáticos acontecimentos ocorridos em 30 de maio de 1962. Como mostra a página do "Livro Caixa" da Berger & Filhos, neste dia ocorreu o fechamento da "Firma" do avô Emilio Arthur Berger. Pode-se perceber a mudança   na grafia do contador, fortemente influenciado pelos acontecimentos do momento. Nos meses seguintes, o movimento comercial desapareceu, constando apenas o registro do pagamento das parcelas de dívidas com clientes, fornecedores, Exatoria local, e a venda do patrimônio que havia restado. Escolhi esta data para realizar uma homenagem aos avós e encerrei a minha participação na coluna semanal "Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung", em um jornal local. O fundamento do término do período de 50 anos se encontra no "Livro do Levítico" (25, 9-13). Em suma, esta data representa uma ruptura ...

Neste dia 30 de maio de 2012, a família de minha mãe Tila Iria Berger Werlang e do meu avô Emílio Berger completam os 50 anos (Jubileu) do encerramento das atividades da Empresa Berger de Agudo, ocorrida no dia 30 de maio de 1962. Nestes últimos 50 anos, este fato provocou muitos transtornos para a família, pois foi perdido o meio de sustento de alguns membros da mesma. O tio Derli Berger teve que ir plantar arroz em terra arrendada em São Borja e o tio Elimar foi trabalhar num emprego simples em Porto Alegre. Depois seguiu carreira na Caixa Econômica Federal. Nós residiamos em Santa Cruz do Sul e nesta época o meu pai era viajante e em diversas ocasiões ajudou financeiramente o avô Emilio Berger. Como consta no Levítico do Antigo Testamento, com a passagem desse período Deus conclui este ciclo do Jubileu (porque Jubileu é, Santo será para vós) para iniciar um novo. Seguido o preceito bíblico do Levítico, concluo a minha participação no Correio Agudense e a coluna "Die Kolonie Santo Ângelo Zeitung" neste dia 30 de maio, em homenagem aos avós, aos pais Pedro Paulo Werlang e Tila Berger e aos tios Derli Berger, Aldo Berger e Elimar Berger. O avô materno Emílio Arthur Berger completou 18 anos de idade no dia 13 de abril de 1922, data esta que marca a sua saída da propriedade paterna, quando foi trabalhar como empregado. Seu pai lhe deu um cavalo e também lhe desejou felicidades (fato idêntico aconteceu com os demais irmãos). Seu pai faleceu poucos dias depois deste fato, em 28 de abril de 1922. No dia 5 de setembro de 1928, ocorreu o casamento de Emílio Berger e Clara Klüsener na antiga residência da família Hentschke em Agudo. Nesta data a chuva foi tão intensa, que os padrinhos não puderam atravessar o arroio Hermes (caso de Carlos Berger e esposa), pois a ponte da vila foi levada pela enchente. As fotografias do casamento foram tiradas dias depois.  Depois de muitos anos de trabalho no comércio de Luiz Losekann, montou uma Casa Comercial na Várzea do Agudo com o nome: "Emilio A. Berger - Compra e venda de produtos coloniais." Posteriormente se transferiu para a então Vila de Agudo, onde adquiriu a Casa Comercial de Marcílio Rohde e que havia anteriormente pertencido ao seu irmão Carlos Berger (este estabelecimento havia sido fundado em 1869 por Frederico Treptow). A firma Berger e Filhos se dedicou à compra e venda de arroz e ao comércio varejista em Agudo (RS). Em meados da década de 1950 a empresa acumulava uma imensa fortuna e patrimônio, com o comércio de arroz e o comércio em geral. Em 1955 os filhos foram incluídos entre os sócios da empresa. Entre 1956 e 1962 problemas conjunturais no comércio e preço do arroz levaram a sua contínua decadência. Apesar dos problemas financeiros, em 1958 a firma colaborou na emancipação do município de Agudo (RS). Em 16 de fevereiro de 1959, o município alcançou sua autonomia administrativa. No dia 30 de maio 1962 a empresa Berger e Filhos paralisou as suas atividades comerciais. Após 1962 Emilio Berger se instalou por algum tempo nos campos de São Borja, onde iniciou com o filho o plantio de arroz irrigado. Somente em 1979 foi dada oficialmente baixa da empresa Berger, quando os herdeiros venderam o antigo prédio da firma. Cronologia: 13/04/1904: Nascimento na Várzea do Agudo. 07/08/1904: Batizado na Igreja Evangélica de Agudo. 05/09/1928: Casamento com Clara Klüsener. 15/01/1949: Primeira eleição como Vice-presidente da Comunidade Evangélica de Agudo. 21/01/1956: Eleito pela última vez Vice-presidente da Comunidade Evangélica. 15/05/1957: Emílio Berger assina a Ata de Constituição de Emancipação de Agudo e Nova Boêmia, cerimônia realizada no Bar Avenida. 16-17/11/1957: Participa da Diretoria dos Festejos do Centenário da Colônia Santo Ângelo-Agudo, ao lado de membros com Willy Roos, Aldo Berger e Hildor Kegler. 30/05/1962: Encerramento das atividades da Empresa Berger e Filhos, em Agudo (RS). 25/03/1966: Falecimento em Santa Maria, no Hospital de caridade, com câncer no Pâncreas. Foi sepultado no Cemitério Evangélico de Agudo. O seu amigo pessoal, O Pastor Richard Rudolf Brauer foi quem celebrou a cerimônia de sepultamento
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O casal Emilio Berger e Clara Klüsener Berger
Empresa Berger & Filhos.
Livro Caixa em 1961-1962
Agudo - RS - Brasil

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